Mensagem:
Saber que o amor total a Deus e ao próximo para herdar a vida eterna, não é o suficiente. É preciso amar concretamente.
O amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social.
A palavra “misericórdia” deixou de fazer parte da linguagem comum. Para muitos é estranho e desconfortável falar dela, pois estamos num mundo em que o homem quer ser “autônomo e senhor de si”.
A história nos diz que sempre haverá sofrimento que necessite de consolação e ajuda. Haverá sempre solidão. Existirão sempre situações de necessidade material, moral e espiritual, para as quais é indispensável uma ajuda na linha de um amor concreto e próximo.
O homem a beira do cominho é ícone das feridas do mundo moderno. Enfim, é alguém carente, desprotegido, marginalizado, sem amigos, sem dinheiro, sem família, sem ninguém, a sós no mundo, como milhões de outros por aí. Lá está ele: jogado à beira da estrada, caído na sarjeta abandonado.
O levita e o sacerdote da parábola são ícones do ser humano duro de coração, individualista, insensível às realidades e necessidades do homem e do mundo.
O Samaritano representa as pessoas de fé e de ação, que aceitam a mensagem de Jesus de amar a Deus sobre todas as coisas, com toda a energia e entendimento, e também se colocam a serviço do próximo com amor e respeito.
Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e a quem podemos ajudar.
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